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Estado de Minas

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 A elevação das temperaturas em todo o mundo aumenta também o nível das discussões sobre energia limpa capaz de inibir o aquecimento global. São muitas as pesquisas sobre novas tecnologias para que tornem viável e ecologicamente sustentável o crescimento mundial.

O calor do verão é indício de boas vendas no mercado de refrigeração e ventilação. A criatividade pipoca em Minas Gerais. Usando tecnologia inovadora, o engenheiro Marcos Menicucci e o administrador Maurício Antunes, da empresa Renovar Ventilação Natural e Industrial, criaram o exaustor movido a energia solar. O equipamento permite sete vezes mais vazão à renovação do ar em ambientes fechados que o tradicional eólico e pode ser instalado alternadamente com outras tecnologias. Isso porque não dispõe de baterias armazenadoras de energia – funciona apenas nos períodos ensolarados – o que torna seu preço bem em conta.

As pesquisas avançam e uma parceria entre a Cemig e a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec-MG) resultou na constituição do Núcleo de Materiais Solares (NMS), que está desenvolvendo tecnologia sobretudo na área de engenharia de plasma e estudos sobre "janelas inteligentes". Elas têm dispositivos que permitem regular a transmissão de luz e calor em ambientes fechados. Esses mecanismos poderão reduzir consideravelmente o consumo de energia com iluminação, ar-condicionado, aquecedores e ventiladores nas casas e nos locais de trabalho. A janela, quando ligada à energia elétrica, controla a luminosidade e impede que algumas frequências do espectro eletromagnético, como raios infravermelhos, entrem no local.

Mas o mercado de ventilação anda de vento em popa, mesmo com um comércio aquém das expectativas neste verão: "Devido à quantidade de chuvas", segundo Jurandi Hubner de Miranda, pioneiro em Minas Gerais no setor comercial e industrial, que, com perseverança, determinação e confiança, criou a única fábrica de ventiladores de Minas e hoje vende os produtos Furacão para todo o Brasil.

EÓLICO A Renovar Ventilação investiu mais de R$ 80 mil e levou um ano com pesquisas, planejamento e viagens a feiras internacionais para desenvolver a tecnologia da ventilação movida a energia solar. O sistema desenvolvido pela empresa começa a ser instalado em larga escala. O Shopping Popular Oiapoque, no Centro de Belo Horizonte, instalou 36 exaustores eólicos e oito movidos a energia solar.

O Brasil carece de regulamentação para o uso de energias alternativas, como a solar. Alguns países mais avançados em sua utilização dispõem de um sistema de compensação, explica Marcos Menicucci. A energia solar excedente durante o dia – quando há sol – é vendida às companhias geradoras de energia por outras fontes (elétrica, termelétrica etc.), que fazem a compensação no período da noite, fornecendo energia quando não há mais sol. Isso torna o sistema mais barato, porque dispensa as baterias armazenadoras.

Segundo Maurício Antunes, o custo das baterias inviabiliza o projeto e a solução é usar o sistema híbrido, alternando o sistema movido a energia solar com eólica ou elétrica. O equipamento do sistema eólico custa em torno de R$ 300. Já o solar custa aproximadamente R$ 1,5 mil (as placas são importadas). Cada equipamento solar pode substituir quatro eólicos.

A empresa, que existe há 15 anos e começou juntamente com o uso do sistema eólico em Minas, está apostando na nova tecnologia. Os empresários Maurício e Marcos esperam retorno do investimento em até três anos, mas advertem as pessoas interessadas que evitem os equipamentos construídos em fundo de quintal. "As placas são importadas e resistentes até a chuva de granizo", comenta Maurício.

Serviço
Renovar Ventilação Natural e Industrial – (31) 3344-2429